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Gasolina recua em 20 estados em agosto, mas diesel pesa no bolso dos motoristas

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O preço médio da gasolina apresentou leve recuo em agosto, trazendo algum alívio ao bolso dos consumidores. Segundo levantamento da ValeCard, baseado em transações realizadas em mais de 25 mil postos de combustível, o litro da gasolina caiu de R$ 6,388 em julho para R$ 6,375 em agosto, uma redução de 0,20%. A queda foi registrada em 20 estados brasileiros.

A redução está ligada à entrada em vigor da nova proporção de etanol anidro na gasolina, que passou de 27% para 30% (E30) a partir de 1º de agosto. A medida, somada ao período de safra da cana-de-açúcar, ajudou a pressionar os preços para baixo.

Etanol também caiu, apesar de manchetes divergentes

Embora parte das primeiras leituras tenha indicado alta, os levantamentos mais consistentes mostram que o etanol também ficou mais barato em agosto. Pela medição da ValeCard, a queda foi de 3,69%, levando o valor médio do litro para R$ 3,824. Já a Edenred Ticket Log apontou uma retração menor, de 0,46%, com o combustível custando em média R$ 4,35.

Em vários estados, o etanol passou a se tornar mais competitivo frente à gasolina, especialmente para veículos flex, reforçando a tendência de aumento no consumo durante a safra.

Diesel dispara e preocupa o setor de transporte

Na contramão da gasolina e do etanol, o diesel registrou forte alta em agosto. O combustível subiu, em média, 10,01%, chegando a R$ 5,759 por litro. Em alguns estados, como Goiás (+14,82%), Piauí (+14,45%) e Paraná (+13,04%), o aumento foi ainda mais expressivo.

São Paulo registrou o menor preço médio do país (R$ 5,511), enquanto Roraima teve o maior (R$ 6,629). A disparada preocupa transportadoras e empresas de logística, já que o diesel é o principal insumo do setor e impacta diretamente os custos de frete e, consequentemente, o preço de produtos nas prateleiras.

Perspectivas

Especialistas avaliam que os preços podem continuar instáveis nos próximos meses. A gasolina deve seguir beneficiada pela maior oferta de etanol, mas o diesel ainda pode sofrer pressão do mercado internacional e da política de preços da Petrobras.

Enquanto isso, consumidores devem ficar atentos às variações regionais e avaliar a relação custo-benefício entre gasolina e etanol para economizar no abastecimento.

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